terça-feira, 7 de agosto de 2012

Antiguidade #3

Atenção: Essa história começa aqui

"Acho que eu devia ligar pra ela, não é? Hmm... Quais serão as chances de ela ainda morar na mesma casa?"


E foi com esses pensamentos que o garoto olhou pro relógio, calculou o tempo que ainda restava até ter que estar no aeroporto pro seu vôo de volta pra casa e correu pra conseguir um táxi. Três horas era todo o tempo que ele tinha, mas coragem nunca lhe faltou.

No meio do caminho ele se lembrou de algo que sempre quis fazer antigamente, mas que infelizmente nunca teve a oportunidade. Pediu ao táxi pra esperar enquanto ele comprava algo. Voltou apressado e mandou o motorista prosseguir até o endereço inicial.

A medida que se aproximavam do local, o garoto começava a reconhecer as coisas. Estava tudo muito parecido, nem parecia que tinha se passado tanto tempo desde a última vez em que estivera ali. Só uma coisa mudou. A única coisa que ele gostaria que não tivesse mudado. Ela não morava mais lá...

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O som estava ligado e a menina tomava banho quando a campainha tocou. O barulho do chuveiro somado com a altura da música abafaram o toque. A porta também recebeu algumas batidas que não foram ouvidas. Se alguém estivesse ali ouvindo perceberia que eram batidas apressadas e urgentes, de alguém que precisava ser atendido o quanto antes.

Quando a menina enfim desligou o chuveiro, ouviu um toque da campainha.

"Ai meu Deus! É sempre assim! Que me esperem também..."

A menina correu para colocar uma roupa e passou a toalha no cabelo molhado a fim de atender quem quer que tivesse escolhido essa péssima hora para tocar sua campainha.

Ao abrir a porta, ainda secando o cabelo, não havia ninguém ali. Uma olhada ao redor revelou apenas um buquê de flores no chão e uma mensagem ao lado. A menina se abaixou, pegou as flores e cheirou-as.

"Flores são muito clichê."

Pegou a mensagem e leu as duas pequenas frases:

Às vezes um clichê. ♫ :)
PS.: Mas que cidade grande...

Um trecho de uma música que ela gosta. De fato a menina se sentiu interessada nesse momento, mas a segunda coisa que passou em sua mente foi:
"Ué, cadê o nome?"

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No avião o garoto estava recapitulando os acontecimentos do dia e pensando em qual seria a reação da garota ao receber suas flores e sua mensagem, quando lhe veio o seguinte pensamento:

"Droga, esqueci do nome!"

3 comentários:

  1. adorei!!! li do início ao fim as postagens!! Pobre garoto, realmente as leis de Murphy são cruéis !! ficou muito baca, vc escreve muito bem , Parabéns!!!

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  2. Fico me perguntando se só eu consigo rir da situação. hahahhaha

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  3. Não Anônimo, eu também me diverti muito escrevendo isso :P

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